Tráfico Internacional de Crianças


Hoje estas crianças vítimas, procuram suas famílias biológicas no Brsil: : Em ISRAEL eles procuram seus pais biológicos no Brasil

To view use Google translate
1980 - Auge do tráfico  Internacional de Crianças  no Brasil
Nos anos 80, é desvendada uma das maiores quadrilhas de tráfico internacional de crianças, que atuava principalmente nos estados do Sul do Brasil e  vendiam suas vítimas num esquema ilegal de adoção para casais da Europa, América e principalmente Israel,  a preços milionários.

Arlete Hilu

Em 1986 Arlete Hilu   é denunciada por tráfico internacional de crianças e acusada de vender bebes para casais estrangeiros  a preços que variavam de 5mil a 50 mil dólares por criança. É presa em 1988 e concedida a liberdade condicional em 1990 quando criou outra operação de tráfico de bebes nos quatro estados do Sul, sendo presa novamente em janeiro de 1992 quando então cumpriu nova pena  e foi posta em liberdade.
Geovani Barros de Azevedo, porta-voz da polícia federal  no Rio de Janeiro (86) em entrevista disse que as adoções ilegais por estrangeiros tornaram-se um grande negócio onde Israel, Inglaterra e Canadá eram os países que mais buscavam por adoções, principalmente crianças do sul devido sua descendência européia.

Falsas promessas
Mulheres disfarçadas de assistentes sociais procuravam por mulheres grávidas e as convenciam a entregar seus bebes assim que nascessem.
“As mães eram levados a acreditar que poderiam visitar seus filhos sempre que elas quisessem e que se elas mudassem de idéia mais tarde,  ainda poderiam ter seus bebês de volta”, disse Santana, ex-chefe da polícia em Itajaí, SC.  Só em Itajaí a quadrilha vendeu cerca de 500 crianças, a maioria para Israel.

Roseli Jorge, uma das mães enganadas, conta: “Eles roubaram a minha filha…Eu quero ela de volta, mas eu nunca vou vê-la novamente.” “Quando eu estava prestes a dar à luz, uma mulher me levou para o hospital e me deu 600 cruzados ($ 43) e uma folha de papel em branco para assinar o que ela disse ser  um recibo pelo pagamento.  A mulher disse que era uma assistente social e que o dinheiro  seria para comprar roupas para o bebê. ”
Roseli deu a luz uma menina de olhos azuis e a chamou de Daniela. Quando ela  ia levar sua filhinha para a mãe, a assistente social  pegou o bebe dizendo que o que ela havia assinado era um papel de adoção.

Segundo a polícia, Daniela foi adotada por um casal israelense em 1985.

Carlos Cesário Pereira
Em junho daquele ano, a Polícia Federal  invadiu a casa do advogado Carlos Cesário Pereira  também envolvido no tráfico, uma maternidade e vários pontos secretos em Itajaí, no Sul de Santa Catarina, onde foram recuperadas  20 crianças.    Carlos Pereira  tinha um verdadeiro  exército de enfermeiros, médicos, parteiras, funcionários  do judiciário  e da imigração, motoristas e compradores de bebes em sua folha de pagamento, que atuavam nos três estados do Sul.
Os casais estrangeiros eram levados para uma elegante casa de campo  nos arredores de Itajaí, onde poderiam passar o dia e conhecer os recém nascidos  trazidos de vários locais.

Pereira disse: “Muitas dessas crianças morreriam antes de um ano se permanecessem  em seu habitat natural de extrema pobreza”

Já o ex- policial Santana disse: “A venda de bebes  precisa ter um fim porque não se pode por um preço em cima de uma vida humana”.

 Pais adotivos enganados
Os estrangeiros também eram enganados ao serem procurados por advogados, nem sempre idôneos, que contornavam as dificuldades burocráticas da lei brasileira, facilitando e agilizando a adoção. Ansiosos por adotar de forma rápida, não imaginavam que estavam infringindo a lei. Os traficantes mentiam para os pais adotivos dizendo que a regulamentação custava em torno de $ 5.000 a $ 10.000 dólares por criança. Na realidade a documentação  toda não passava de 500 dólares.

“Não é o suficiente apenas  punir os traficantes”, disse o Dr. Jose Raimundo da Silva Lippi, presidente da Associação Brasileira de Prevenção do Abuso Infantil. “Precisamos agilizar o processo de adoção para impedir esse tipo de coisa.”

 Tráfico de crianças, Desaparecidos do BrasilTráfico de Crianças , Desaparecidos do Brasil
Cópia autorizada apenas para trabalhos escolares desde que citada a fonte. Ou com prévia autorização.
Julho de 2011. IAB

4 comentários:

Valeria de Oliveira disse...

Minha mãe, Irene, teve uma filha na maternidade Pro Mater, 1:30 da madrugada, em 2 de outubro de 1961, entretanto, disseram que minha irmã nascera morta.
Mas, muitas coisas não combinam com o corrido: 1. Solicitaram que meu pai, José Nelson, fizesse um registro de nascimento para minha irmã que recebeu o nome de Marília. 2. Minha mãe só viu minha irmã na hora do nascimento e, depois, perdeu os sentidos. 3. Quando perguntou pelo corpo, disseram que já tinha sido enterrado. 4 . Minha irmã Marília foi registrada, mas, apesar de ter sido considerada morta, NAO TEM atestado de óbito. 5.Quando minha mãe perguntou pelo corpo, disseram que tinha sido enterrado. 6.Meu pai perguntou sobre os trâmites para providenciar o enterro , mas disseram que tudo já estava resolvido. 7.Ninguem nunca soube do paradeiro do suposto corpo da minha irmã.

Sempre desconfiei desta história mal contada. Acredito que minha irmã está viva! Ela deve parece conosco.

Sou Valeria de Oliveira e posso ser facilmente encontrado na rede. Meu perfil no Facebook tem a mesma identificação. Ontem postei uma foto onde estava com meu irmão e minha mãe.

Claristela Araújo de Almeida disse...

Eu tenho a mesma história, sou baiana de Salvador e tive um menino lindo e sadio no dia 27/12/1985 depois disseram que morreram e nunca mais vi o corpo. Por favor me ajudem nunca me conformei com isso.

Reisla Kelly disse...

EU tambem tive uma historia parecida, mas um pouco diferente, pois a minha Mae deu a minha irma para uma certa mulher, EU e meu irmao ainda ñ tinhamos nascidos, e isso aconteceu por Volta de 1990, EU queria muito acha ela, no acontecido minha Mãe estava em salvador, se alguem souber de alguma noticia, eu tenho um e-mail: reislakelly@gmail.com ou no facebook, Reisla kelly.

fabiulla maria disse...

minha mãe teve um filho, Marcelo ferreira dos santos, nascido em setembro de 1984, meu irmão aparentemente nasceu com problemas de saúde, minha familia morava em Rondônia e o encaminhou para São Paulo, meu irmão chegou com vida, mais ao chegar ao hospital não deixaram meu pai entrar nem no hospital e falaram que ele havia falecido, sem nenhum atestado de óbito ou corpo meu pai voltou e até hoje minha mãe não se conforma, pois tudo é confuso demais.
meu irmão tinha olhos castanhos, cabelos escuros e pele branca. se puderem ajudar a minha mãe a encontrar pelo menos alguma noticia seria de grande ajuda. meu e-mail é fabiullamaria@gmail.com