24 de mar de 2018

BBB18 - A POLÊMICA EM TORNO DA HISTÓRIA DA GLEICI.

SEGUNDO ESTATÍSTICA DO IBGE, GLEICI DO BBB18 NÃO É POBRE


BBB18 - NA RETA FINAL, TORCIDAS INFLAMADAS 

ATACAM SEUS ADVERSÁRIOS.


A Família Lima, com uma participação inédita de pai e filha equivalendo a um só brother, logo no início gerou discussões polêmicas na internet, devido a intimidade excessiva do Ayrton para com a filha.  Ainda no decorrer do programa, ambos foram destaque devido as muitas discussões oriundas do excesso de consumo alcoólico furante as festas e o envolvimento da Ana Clara com outro participante, o Bruno, que o pai não gostou.   Ayrton conta que já atuou na contagem de votos da Globo, quando trabalhava em uma empresa específica e conhece tudo do programa. Afirma que já se candidatou para 15 edições passadas, desejando participar do reality . Chegando quase no final do  jogo, a Família Lima conquistou uma legião de fãs e tem grandes chances de ficar para a final .

Paula é outra que cresceu muito dentro do programa, desde o seu início, graças a sua conduta, o seu posicionamento com os demais  e principalmente pela garra com que participa das provas de resistência, onde já foi vencedora junto com Jéssica. Seu affair com Bruno, protagonizando cenas calientes foi muito polemizado por ele ser um mulherengo, já ficou com duas outras  participantes antes dela, mas também tem conquistado  fãs apaixonas por love.  Seu fã clube não para de crescer.

Kaysar, um refugiado sírio que ainda tem certas dificuldades com o idioma  brasileiro, começou o BBB 18 sem conhecer muito do jogo e se tornou vítima fácil da malícia brasileira. Evita falar da sua vida pessoal, pois lhe trás recordações dolorosas da guerra. Muitas vezes acorda assustado durante a noite, no confinamento, sonhando com os bombardeios. Assim que a sua história de vida foi publicada em alguns jornais, e recentemente na Veja ele ganhou milhares de fãs nas redes sociais e passou  a ter a preferência do grande público, que se emociona ao saber que ele deseja o prêmio para tirar a família do país semi destruído. Carismático e brincalhão, procura se relacionar bem com todos os brothers, ficando sempre  com a pontuação máxima no queridômetro,  mas no decorrer do programa, ele se deixou envolver  pela Patrícia, com quem manteve um leve romance e acabou sendo persuadido por ela a votar na Gleice, outra grande favorita ao prêmio, causando-lhe um desgaste na imagem.

A partir daí, houve divisão na opinião de algumas pessoas. Com a aproximação do final do jogo,  os participantes começam a acreditar na suposta força de Kaysar como preferido do reality e fazem  comentários e  insinuações que o prêmio não poderia ir para ele, causando indignação em seus fãs fora da casa.


Gleici é uma linda jovem acreana, cursa psicologia na faculdade Uninorte, no Rio Branco e sua origem humilde logo chamou a atenção do público. No início do programa, mal se via sua movimentação dentro da casa, parecendo bastante deslocada, passando a ser alvo de um grupo de confinados que a levou ao paredão algumas vezes, porém a cada novo paredão  era salva pela sua grande torcida.  Isso chamou a atenção da mídia e várias publicações e entrevistas com amigos dela, mostrando a casinha modesta em que vivia, passaram a ser investigadas pelas torcidas contrárias.


Algumas situações vieram a público, gerando polêmica e o distanciamento de muitos fãs, que questionavam algumas atitudes da jovem, entre elas uma foto onde ela divulga um cartaz, incentivando violência contra a reportagem da Globo. 


SE É PRA GENTE TOMBAR, A GENTE TOMBA (...o carro da reportagem da Globo)

A CASINHA É HUMILDE, MAS É PRÓPRIA, FALTANDO O REBOCO E UMA PINTURA SOMENTE

 Propriedade comprada por D. Vanuzia. (Divulgação internet)
(Divulgação internet) A mãe da Gleice, d. Vanúzia em uma das suas viagens de avião em 2015.

A guerra de informações acirrou o ânimo das torcidas e querendo colocar ainda mais lenha na fogueira, ou pondo fogo no parquinho como diz o Thiago, a produção do BBB isolou a Gleice por alguns dias num quarto, anunciando aos demais que ela havia sido  eliminada no último paredão. Na verdade, uma tática que não enganou os brothers e favoreceu sobremaneira a jovem, que passou a ter acesso às conversas e complôs dos demais na casa, dando-lhe vantagem sobre os mesmos.

Voltou em grande estilo, encarnando o personagem da Clara, da novela O Outro Lado do Paraíso, declarando ao aparecer na sala: "Vocês não sabem o prazer  que eu tenho em estar de volta". Após isso, o jogo virou a seu favor e dos que estavam mais próximos a ela, a família Lima e Wagner seu affair.

O seu envolvimento com Wagner foi outro motivo de  polêmica, uma vez que ele avisou no início do jogo, que mantinha um relacionamento de um ano com uma publicitária. Mesmo assim, o assédio  da Gleice acabou levando a melhor e ao contrário do que aconteceu com a Jéssica, não foi criticada por isso.  Amigos de Wagner, no entanto, afirmaram em entrevista que ele é mulherengo e não colocariam a mão no fogo por ele.  




TORCIDA: MERECE GANHAR PORQUE É POBRE!


Apesar da anunciada pobreza, a mãe da Gleice, dona Vanuzia, com trabalho e esforço, venceu as dificuldades da vida e se tornou candidata a vereadora em 2015, almejando um cargo político. Embora não tenha conseguido se eleger, obteve um cargo como assessora parlamentar, na Assembléia Legislativa, com salário de 2 mil reais que somados ao que recebia com outros trabalhos, pode comprar a sua casinha própria, segundo foi publicado em entrevista.





P O R T A R I A Nº 176/2013.

O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIO BRANCO-ACRE, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, EM CONFORMIDADE COM O DISPOSTO NA LEI, 2.011 DE 06 DE OUTUBRO DE 2013, E, RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 05 DE 27/09/13.
R E S O L V E:
Nomear para os Senhores abaixo relacionados, para exercer o Cargo em Comissão de Assessor Parlamentar, no Gabinete da Vereadora Graça da Baixada, a partir de 08 de Outubro de 2013.
01- xxxxx
02- Vanuzia Damasceno da Silva AP – VI


Segundo entrevista recente, D. Vanuzia não estaria mais no cargo, porém em seu perfil na rede social continua como Assessora Parlamentar.







GLEICE - CARGO COMISSIONADO


Nesta mesma época, a  Gleice se filiou ao partido do PT e conseguiu uma indicação para um cargo comissionado na Secretaria de Articulação do Acre, com salário mensal de quase 3 mil reais (CEC 3 2.688,00).  Após ser divulgada a sua participação no reality BBB18, o governo a exonerou momentaneamente.


SEGUNDO ESTATÍSTICAS DO IBGE, A GLEICE NÃO É POBRE 

Ela pertence a uma classe privilegiada que tem renda entre 2.000 a 3.390,00 por família. A metade da população ganha menos de 2 mil reais por mês.

CLASSIFICAÇÃO DE RENDAS DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS - FONTE IBGE


Segundo o IBGE, cerca de 52 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm renda familiar equivalente a R$ 387,07 – valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre. (15 de dez de 2017).



NA DISPUTA PARA SER UM MILIONÁRIO


Nesta disputa por um milhão e meio de reais, cada um joga da maneira  que entende ser a correta, mas nem sempre tem o apoio do público, que reage de diferentes formas. Ultimamente os Realitys são acompanhados por pessoas que se unem em grupos através das torcidas organizadas (como nos jogos de futebol) e elas 'dão o sangue' na hora de votar para manter o seu escolhido no jogo.

 Ouve-se  falar constantemente em brothers eliminados com ''grande índice de  rejeição entre 80 e 90% " o que os deixam moralmente desestabilizados quando saem da casa e tomam conhecimento do fato.  Apesar de vários sites colocarem em letras graúdas a suposta rejeição do público a determinado  participante,  no desejo de atrair mais leitores, sempre é bom lembrar aos ex-brothers, que o grande público brasileiro é trabalhador, tem família para sustentar e não tem tempo para participar  dessas votações em massa e os milhares de votos anunciados são apenas o resultado do esforço das torcidas organizadas e não deve implicar na vida dos ex-bbbs aqui fora. A vida segue.



Acompanhe as discussões diretamente no Twitter com as Hastag
 #RedeBBB #BBB18 #BBB 

Boa sorte aos participantes.


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26 de mai de 2017

CAMPANHA: VIOLÊNCIA INFANTIL!

 
https://sites.google.com/a/desaparecidosdobrasil.org/desaparecidos-do-brasil/ltimas-notcias/18demaiocampanhadeprevencaoaviolenciainfantil/4-CARTAZ-CRIAN%C3%87A-DESAPARECIDA-CAMPANHA-MAIO.jpg


Campanha 

18 DE MAIO - PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E EXPLORAÇÃO INFANTIL

É inadmissível que a violência sexual contra crianças continue sendo banalizada. 

O Disk Denúncia revela que a cada hora recebe 2 denúncias de estupros  praticados contra  crianças e adolescentes. 
Das 22.851 vítimas registradas em 2015, 70% são meninas.
“Os danos psicológicos, para essas meninas e meninos são devastadores, muitas vezes irreversíveis."

A CAMPANHA

Este ano, a ONG Desaparecidos Do Brasil, lança vários cartazes cuidadosamente preparados, abordando as questões relativas ao tema, com o objetivo de alertar e sensibilizar a sociedade para essa questão.

DIVULGUE

A melhor maneira de se combater a violência sexual contra crianças e adolescentes é a prevenção. É necessário um trabalho informativo junto aos pais e responsáveis, a sensibilização da população em geral e dos profissionais das áreas de educação e jurídica, com a identificação de crianças e adolescentes em situação de risco, e o acompanhamento da vítima e do agressor. 

DENUNCIE

Além da prevenção, o combate a essa realidade exige que os casos sejam denunciados. Portanto, se souber de algum caso de violência sexual infantil, procure o conselho tutelar, delegacias especializadas, polícias militar, federal ou rodoviária e ligue para o Disque Denúncia Nacional, de número 100.

COMPARTILHE

Empreste suas redes sociais, por alguns dias, para dividir com seus amigos informações relevantes que podem salvar vidas. 
 


Desaparecidos Do Brasil ORG  CAMPANHA DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA INFANTIL        



   

23 de mai de 2017

JBS - Uma história marcada a sangue ( não só de animais)




Quando a justiça falha o crime avança

FRAUDES    -    TRABALHO ESCRAVO    -    MORTES    -    LESÕES    -     MUTILAÇÕES  SUPEREXPLORAÇÃO DO TRABALHO    -    PROPINAS    –    CARTEL E MUITO MAIS

Assim eles se tornaram multimilionários

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS investigados pela Polícia Federal por falcatruas, aceitaram a delação para acusar os seus  parceiros e foram favorecidos com a liberdade! Após largarem uma bomba sobre Brasília, que atingiu em cheio o presidente da república, os ex presidentes, outro ex candidato a presidente, governadores e uma legião de políticos, eles foram beneficiados com o perdão da justiça para seguirem na sua caminhada de crimes. Veja a seguir o cenário que compõem a história dessa mega empresa, que se tornou a maior do mundo no âmbito da agropecuária comprando favores de políticos, explorando e formando carteis.



Joesley e Wesley Batista proprietários do grupo JBS


Os números de amputações, doenças e, inclusive, mortes nas fábricas da JBS, os transtornos psicológicos como depressão e traumas ocasionados também pelo assédio moral e perseguição aos seus trabalhadores estão presentes no cotidiano das empresas geridas pela J&F. Em 16 de janeiro de 2015, Andreia Pires de Oliveira, trabalhadora da JBS de Osasco em SP, foi demitida por justa causa numa clara perseguição política por estar passando um abaixo-assinado contra as condições degradantes de trabalho, apesar de ter estabilidade no emprego garantida por lei até setembro por ser cipista.

Existem depoimentos que contam histórias horríveis de pessoas que foram mutiladas, trituradas e tragadas pelas máquinas por falta de segurança adequada. Basta um rápida pesquisa no Google para encontrar depoimentos de funcionários de empresas da JBS.  Saturnino, por exemplo teve a parte inferior do corpo praticamente rasgada ao meio. Mortes, mutilações, doenças crônicas, poderiam ser evitadas se houvesse o cumprimento das leis trabalhistas, mas a filosofia dos empresários, segundo se constata pelos depoimentos e manchetes, é sobrecarregar e despedir por justa causa para não pagar os direitos trabalhistas.

Entre as muitas irregularidades praticadas pela JBS estão o não comprometimento com as leis trabalhistas, entre elas: O não cumprimento da pausa em ambientes frios de 20 minutos a cada 1H40; o desrespeito à existência de locais adequados para o intervalo de recuperação térmica dos trabalhadores expostos à temperaturas extremamente frias para o corpo humano (entre 5o C e -15o C);  O ritmo de trabalho é excessivo e exorbitante na indústria da carne, obrigando os trabalhadores a realizarem uma média de 80 a 120 movimentos por minuto numa desossa de frango, por exemplo, considerando que a legislação permite até 35 movimentos por minuto; excesso de jornada de trabalho (há registros de denúncias que dão conta de jornadas de até 12 horas seguidas); o descumprimento de normas de saúde e segurança dos trabalhadores; o fornecimento de refeição com carne contaminada servida aos trabalhadores; o não pagamento de adicional insalubridade; assédio moral; desrespeito a medidas básicas de monitoramento e segurança em relação ao reservatório para refrigeração por gás amônia, submetendo seus trabalhadores a constantes  riscos de acidentes de trabalho.


Saturnino Vogado

Sofrimento em carne e osso

Era o dia 12 de novembro de 2002, Saturnino Vogado tinha 24 anos. Estava no final do expediente, por volta de 15 horas e 45 minutos. Ele havia começado a trabalhar às seis da manhã. A máquina não devia estar ligada; mas estava e começou a puxar. “Levou a minha perna e o meu corpo para o meio das ferragens. Gritei para o meu amigo Jeferson, mas ele estava mais nervoso que eu, paralisado. Os supervisores não estavam acompanhando o nosso trabalho. Nós não sabíamos como fazer aquilo parar. Fraturou meu fêmur, esmagou o joelho, quase me partiu ao meio…”





JBS Friboi: Quando o dinheiro público financia a dor nos frigoríficos


Verônica Benitez tem 41 anos; Casimiro Bordon Ibanez, 55 e Elton Ferreira da Silva, 26 são funcionários da JBS Friboi em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Em comum, além da convivência com a dor, alavancada pelas lesões por esforço repetitivo, um desejo enorme de justiça.

AS MANCHETES EM VÁRIOS ESTADOS AO LONGO DOS ANOS CONTAM A HISTÓRIA


Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná em Londrina ajuizou ação contra a JBS por irregularidades em seu frigorífico de Rolândia e pede indenização de R$ 73,4 milhões por danos morais coletivos. O MPT afirma que a companhia desrespeitou as jornadas de trabalho, intervalos e descansos semanais e ofereceu ambiente inadequado aos funcionários, com ruído excessivo, máquinas e equipamentos que oferecem risco à saúde e à segurança.




Foram resgatados 12 funcionários que viviam em um alojamento em Forquilhinha e eram contratados pelo Frigorífico JBS para apanhar aves. De acordo com o MPT, os trabalhadores estavam em situação análoga de escravos. No alojamento de uma mina desativada, viviam homens, mulheres e crianças sem a mínima dignidade humana, além de serem submetidos a jornadas exaustivas.



A ação contra o frigorífico foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Criciúma, em Santa Catarina.








CUIABÁ - A empresa frigorífica JBS, dona das marcas Friboi e Seara, terá de pagar uma multa de R$ 350 mil  por irregularidades na jornada de trabalho dos empregados da planta localizada no município de Confresa, a 738km de Cuiabá. O valor da multa, prevista em caso de descumprimento do Termo de Ajusta de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT


MANAUS - JBS comprou gado da família do maior desmatador da AmazôniaA JBS Friboi, maior processadora de carne bovina do mundo, adquiriu centenas de cabeças de gado de Cirineide Bianchi Castanha, mãe de Ezequiel Antônio Castanha, preso pela Polícia Federal sob acusação de ser “o maior desmatador da Amazônia de todos os tempos”.


O dono da marca Friboi, foi condenado a pagar R$ 9 milhões e indenizações por dano moral por vários direitos trabalhistas, normas de segurança e expor à contaminação os empregados do frigorífico, na unidade de Jurema, MT, a 740 Km de Cuiabá. A condenação ocorreu em três ações ajuizados pelo Ministério Público do Trabalho, que foram julgados pela juíza Mônica  do Rego Barros Cardoso, na Vara de Trabalho de Juína, MT.

Rondônia - A JBS-Friboi, maior matadouro de animais do mundo, é condenada novamente por trabalho escravo - Não bastassem os rios de sangue que a empresa fundada por José Batista provoca, ela ainda é uma das campeãs brasileiras no quesito trabalho escravo. Desta vez, a unidade de Vilhena (RO) foi condenada a pagar R$ 3 milhões em indenizações aos seus colaboradores. O Ministério Público do Trabalho (MPT) já havia condenado a unidade de Barra do Garças (MT) a pagar R$ 1 milhão por sonegar direitos básicos aos seus funcionários, em setembro deste ano.


Ao todo, 3.110 acidentes da JBS de 2011 a 2014 (39%) ocorreram na Amazônia Legal. O grupo mantém unidades também no Acre, no Maranhão, no Pará e em Rondônia. Foram registrados em média 2 acidentes por dia.

MPF denuncia JBS e fiscais agropecuários por fraude em SIF em 2005 Após 11 anos de investigação, o Ministério Público Federal no Mato Grosso (MPF-MT) denunciou a JBS por utilizar selo de autorização federal para exportação de sua unidade de Andradina, no interior de São Paulo, para tentar exportar à Rússia 25 toneladas de carne bovina produzidas na unidade de Araputanga (MT), que não tinha essa autorização.



Com mãozinha do BNDES, herdeiros da JBS se tornam bilionários




Até 2028, grupo deixará de pagar quase R$ 1 bilhão em ICMS no Estado



Formação de Cartel
Em 2005, José Batista Junior, então presidente da Friboi, foi convocado para depor junto à Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados a respeito de gravações que sinalizavam eventual participação em um esquema de cartel no mercado brasileiro de carnes.
Outros problemas surgiram, com os casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná, que fizeram mais de 50 países proibirem as importações total ou parcialmente.

Comissão Parlamentar - Inquérito
O grupo JBS é acusado de monopolizar o mercado de carne, em razão de seu poder sobre a economia no setor. Segundo reportagem veiculada no Valor Econômico em 18 de fevereiro de 2015, a crítica vem da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) que ressalta que a JBS quer eliminar a concorrência ditando as regras. A expansão da empresa se deu em razão das suas aquisições financiadas pelo grupo BNDES. Mais de R$ 8 bilhões de dinheiro público foi investido no grupo nos últimos anos, o que estimulou o monopólio, situação que prejudica as demais empresas do setor. Em contrapartida, a JBS aumentou as doações feitas para campanha políticas. Conforme reportagem do UOL, veiculada em 28 de janeiro de 2015, a JBS doou a políticos o equivalente a 18,5% do dinheiro que tomou emprestado do BNDES entre 2005 e 2014.


A Operação Ararath, que investiga crimes financeiros no Mato Grosso da Polícia Federal ajudou a desvendar o maior rede de corrupção e lavagem de dinheiro da história mundial, a Panama Papers. Na 9 fase da Operação Ararath descobriu que Wesley Batista, presidente do grupo JBS, consta como administrador/procurador da Global Participações Empresariais, que está no epicentro do escândalo mundial. 



Segundo o Ministério Público Federal em São Paulo, eles participaram de uma
sequência fraudulenta de operações financeiras e empréstimos bancários.
Conhecida como "troca de chumbo", a operação consiste em transações triangulares
entre duas instituições diferentes e integrantes de diferentes grupos para emitir crédito a empresas que fazem parte desses mesmos grupos. A transação envolveu 80 milhões. Entre os réus estão Wesley e Joesley Batista e João Heraldo dos Santos do Banco Rural.

Trabalhador morre triturado em acidente de trabalho na empresa JBS em São Gonçalo dos Campos

Os trabalhadores são submetidos a temperaturas de 20, 30, 40, ultrapassando a 50 graus negativos. O tratamento dado aos trabalhadores da câmara fria, bem como aos companheiros das antecâmaras, é desumano.
As doenças, em virtude das péssimas condições de trabalho, são constantes.

Os trabalhadores almoçavam sem as mínimas condições de higiene, expostos a insetos de um lixão vizinho. Depoimentos e fotos comprovaram que a empresa chegou a servir comida estragada e que até uma mosca-varejeira havia sido encontrada em uma das marmitas.

Apesar  das inúmeras e repetidas condenações na Justiça do Trabalho e centenas  de denúncias de empregos precarizados, a JBS foi homenageada pelo Tribunal Superior do Trabalho, pelo Ministro Ives Gandra Martins Filho, recebendo a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho.