19 de out de 2012

Justiça demorou 20 anos para reconhecer o inventor da Bina


TRIBUNAL DE BRASILIA RECONHECE: O PAI DA BINA (Identificador de chamadas)  É  BRASILEIRO - 

Enquanto ele lutava na justiça para ver reconhecido o seu direito, as operadoras faturavam milhões em cima do seu invento.

 (Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)
Nélio Nicolai, 72 anos Inventor do BINA
"Lutei praticamente sozinho. Não foram poucas as pessoas, que, nesse período, diante da indiferença dos sucessivos governos brasileiros e das ameaças que recebi, me aconselharam a desistir". Fui até mesmo ridicularizado por advogados, autoridades e jornalistas. Mas jamais perdi de vista esse direito, que não é só meu, mas do povo brasileiro, privado dos royalties milionários que os meus inventos proporcionam às multinacionais que o usam sem pagar"

Em entrevista ao Estadão, o Sr. Hélio explica que foi ignorado pelo Ministério da Justiça. "Em 2003, recorri ao Ministério da Justiça e o Conselho Anti-Pirataria mas nunca fui recebido. E gostaria que alguém me explicasse, por que nós, portadores de patentes brasileiras, somos tratados assim. Em todas as vezes que tentei, fui apenas orientado verbalmente a procurar o Poder Judiciário, enquanto as empresas estrangeiras, que têm toda uma estrutura de defesa de seus alegados direitos, não."


Nélio Nicolai registrou a Bina, popularmente conhecido como Identificador de Chamadas, em 07 de julho de 1992 no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), além de ser reconhecido internacionalmente com o Certificado e a Medalha de Ouro da Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Também são suas invenções o Salto (sistema que indica a existência de chamadas em espera), o Bina-lo (responsável por registrar as chamadas perdidas) e o sistema de Mensagens Instantâneas Financeiras para Celular, todas devidamente patenteadas.


No Brasil, a justiça levou 20 anos para reconhecer  os Direitos de Patente da invenção do eletrotécnico Nélio Nicolai.  De acordo com decisão da 2ª Vara Cível de Brasília, ele terá que receber 25% do valor cobrado pelo serviço de reconhecimento de chamadas nas empresas que o adotam. A primeira companhia julgada pelo caso foi a operadora Vivo, que terá que repassar parte do seu lucro com o serviço para Nicolai.

A decisão pode abrir caminho para desfechos similares em outras ações movidas pelo inventor. Se vencer a maioria delas, Nicolai pode se tornar, mesmo que tardiamente, um multibilionário.


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