18 de jul de 2013

Jovem desaparecido há sete anos foi enterrado como indigente






Jovem desaparecido há sete anos foi enterrado como indigente



Após sete anos de procura, mulher descobriu que menor foi enterrado como indigente após ser sequestrado e morto por PMs. Caso será reaberto para continuidade das investigações

Depois de mais de sete anos procurando pelo filho desaparecido desde dezembro de 2005, a doméstica Marilene Costa, de 45 anos, conseguiu finalmente encontrá-lo, mas, infelizmente, morto. Foi o que descobriram agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), que vão assumir as investigações. De acordo com o delegado Wellington Vieira, Edson Felipe Costa Furtado foi enterrado como indigente em janeiro de 2006, depois de ter sido sequestrado e morto por policiais militares.

“O caso está arquivado na delegacia do Alcântara [74ª DP], mas vamos pedir a reabertura do processo para darmos continuidade nas investigações”, declarou Vieira. Segundo ele, em 29 de dezembro de 2005, PMs estavam perseguindo um amigo de Edson no bairro Guaxindiba, em São Gonçalo, que depois de conseguir sair da visão dos PMs, deixou a moto com o jovem.

“Edson, então com 16 anos, ficou com o veículo sem saber o que estava acontecendo e acabou sendo abordado pelos PMs que o confundiram com o outro rapaz e o colocaram na viatura e o levaram. Desde então ninguém teve mais notícias dele”, lembra um dos investigadores.

Segundo laudo pericial, Edson foi morto com dois tiros no queixo no Largo da Ideia, para onde teria sido levado na viatura, um dia após o seu desaparecimento. Segundo registro feito na 74ª DP (Alcântara), na época, não houve identificação nem procura de parentes pelo corpo do menor. Como ele ainda não possuía documentos de identificação, por ser menor de idade, não foi possível fazer o reconhecimento através de impressões digitais.

“Eu ainda tinha esperanças de encontrar o meu filho. Sempre que passava alguém parecido com ele na rua eu pensava que era ele, que poderia ser meu filho e que talvez ele pudesse estar sem memória”, desabafou Marilene, que agora quer justiça.

Segundo um dos policiais responsáveis pelas investigações, o caso começou a ser desvendado quando a moto que estava com Edson foi encontrada envolvida em um acidente de trânsito no Largo da Batalha, em Niterói.

“A moto pertencia a uma empresa que faz entrega de gás, mas o dono não soube explicar de onde veio a moto, pois já tinha comprado a empresa com a moto e tudo”, explicou.

Buscando por pessoas que foram assassinadas em dezembro de 2005 e cujos casos foram registrados nas delegacias de São Gonçalo como sem identificação, os policiais conseguiram encontrar um rapaz cuja descrição era semelhante a de Edson, encontrado morto no Largo da Ideia em 30 de dezembro de 2005.

“Nós pensávamos que ele estava vivo e que estaria em algum lugar. Fomos até hospitais, mas nada de sinal dele. Quando fomos ao IML de Itaboraí, ele não tinha dado entrada lá”, contou Marilene, que não se lembrou na época de procurar o filho em outros IMLs. Em 2005 São Gonçalo não possuía Instituto Médico-Legal (IML), sendo os corpos levados para o IML de Itaboraí. O corpo de Edson foi levado para o IML de Niterói, ainda em funcionamento na época.

Passado o prazo de dez dias após a sua entrada na unidade sem ninguém tê-lo identificado, o rapaz acabou sendo sepultado como indigente. “Não sabemos ainda o local exato onde está o corpo, mas ele provavelmente está no Cemitério do Maruí”, informou o investigador.


Fonte: O FLUMINENSE

Mãe volta ao Brasil sem a filha desaparecida na Ucrânia

ATUALIZAÇÃO - 14/10/2013
Acompanhe:
CRIANÇA É RESGATADA NAS FILIPINAS APÓS PRISÃO DO PAI.


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FILHA DESAPARECIDA NA UCRÂNIA -  O pai diz em uma mensagem que doou a menina em outro país.



Oziene Vieira Barbosa, 25 anos, mãe da menina Ieda Alexandra Vieira Levin - desaparecida desde o dia 27 de junho deste ano na Ucrânia - chegou a Palmas (TO)  na madrugada desta quarta-feira (17). Ela conseguiu voltar ao Brasil com a ajuda de amigos e parentes.

Após um relacionamento de três anos, em abril deste ano ela saiu do país para viver com um homem na Ucrania onde Oziene pensava que teriam moradia fixa para criarem a filha. Mas no fim de junho, Alexander Levin (47) pai da menina, saiu de casa com a justificativa de comprar leite, levou Alexandra e não retornou mais.

Em mensagem para a mãe, Levin diz que doou a menina em outro país.

Ainda na Ucrania, Oziene manteve contato com Levin através de e-mail, onde ele fez declarações que a assustaram.

Segundo publicado no G1 Tocantins, no e-mail ele tenta tranquilizar a mãe da menina, ao dizer que uma senhora irá cuidar de Alexandra "como se fosse filha dela, e que comida, leite, fraldas e roupas não faltarão à criança."

Em outra parte do e-mail, o homem diz a Oziene: "Nossa filha é uma criatura nojenta. Deve ser mal [...] criação da sua mãe. Tu não vai criar ela, e nem eu. Eu não amo ela, e nem ela a mim. Mas tu não vai [criar ela], e nem teus pais".

Segundo Oziene, apesar dos apelos feitos por ela, para convencer o pai da menina a deixá-la ver a filha, o ucraniano disse que ela só poderá ver a criança depois que ela completar 18 anos. "Estou sendo forte, não estou chorando, porque agora preciso ter a cabeça fria para planejar uma forma de trazer a minha filha de volta", relata.

Em um e-mail enviado pela mãe da menina, no último dia 11 de julho, a tocantinense pede: "Alex... me deixe eu ver minha filha... me fale onde ela está... pelo amor de Deus."

A Polícia Federal foi informada do caso e trabalha na investigação  em parceria com a Interpol. O caso é complicado porque envolve a diplomacia de dois países.