14 de out de 2013

Criança desaparecida em Tocantins é resgatada nas Filipinas


Saiba como tudo começou:
Mãe Volta ao Brasil sem a filha



Após a prisão do ucraniano Alexander Levin, no Canadá, a menina de 2 anos, Ieda Alexandra é resgatada nas Filipinas.


Agora ela terá que aguardar a vinda da sua mãe, que mora em Tocantins, para voltar ao Brasil.

14/10/2013
No momento, Ieda Alexandra está em poder do serviço social das Filipinas e só sairá do país com a mãe. O defensor diz que o Ministério das Relações Internacionais está em contato com a embaixada do Brasil, em Manila, capital das Filipinas, para que Ieda possa ser entregue ao órgão. “É uma cidadã brasileira e não tem porque ficar na assistência social. O Ministério está tratando para ficar de posse até que Oziene chegue nas Filipinas e possa trazer a criança"


De acordo com o defensor público da União, Pedro Paulo Raveli Chiavini, após ser preso, Levin indicou o local em que a criança estava. “Ele foi atraído pela polícia. Já tinha ido várias vezes prestar depoimento e, na última vez, tinha mandado de prisão. Quando ele chegou, ele foi preso. Ele divulgou o endereço, quando passou o endereço, começaram as tratativas.”

O defensor explica que, em um primeiro momento, houve uma resistência por parte do governo das Filipinas para resgatar a criança, já que eles solicitavam um pedido de Cooperação Internacional com o Brasil. O argumento usado para que fosse feito o resgate, foi de que Ieda estava inclusa na difusão amarela, que é a divulgação, pela Interpol, da foto, nome e características físicas da criança sequestrada para todos os países membros.

"Foram horas de bastante conversa. Não era caso de cooperação, ela já tinha sido incluída na difusão amarela, só com base nisso e a informação do paradeiro, que tinha [sido] passado pelo sequestrador, bastava as autoridades irem ao endereço e resgatar ela”, explica Chiavini.

Segundo o defensor, uma viatura da polícia ficou monitorando a casa em que Ieda foi localizada. Ela estava com uma mulher, chamada Cindy, que segundo informações preliminares é costureira, trabalha no mercado local, cuida de crianças e estava recebendo de Levin para cuidar de Ieda.

Ieda Alexandra Levin, de 2 anos, estava desaparecida desde o dia 27 de junho deste ano, quando foi levada para a Ucrania, pelos pais. A mãe, Oziene Vieira Barbosa, 25, de Tocantins, vivia com o ucraniano Alexander Levin, 47 anos, pai da criança. Em Junho, na Ucrania, ele disse que iria sair comprar algumas coisas no mercado e levou a menina junto. Depois disso não retornou mais.

Com o resgate da filha, Oziene agora se prepara para ir às Filipinas. Sem um posicionamento do Ministério das Relações Exteriores, ela está viabilizando uma forma de conseguir o dinheiro para ir até o país. “Agora vou comprar passagem e trazer minha filha. Fiquei feliz com a eficácia do trabalho da justiça brasileira juntamente com as autoridades do Canadá . Eu tinha fé que terminasse esse trabalho e que o final tivesse desfecho feliz, que minha filha saísse da situação sem dano moral e nem físico.”

Oziene diz ainda que não tem medo da rejeição da filha. “Não tenho medo que ela não me reconheça. Coração de mãe avisa, ela vai sentir que sou a mãe dela”, diz, a mãe que está grávida de quatro meses de outro filho de Levin. "Começar nova vida, criar melhor maneira possível, com a minha família, preencher espaço que o pai vai fazer e seguir adiante. Foi coisa intensa e complicada, mas foi válida fazendo isso em prol da minha filha, sou mãe dela e meu dever principal é de defendê-la. Não foi fácil, sofri muito", relata a mãe que não pode ver Ieda quando a menina completou dois anos, no dia 30 de julho.

A avó de Ieda, Maria de Jesus Vieira, ficou muito emocionada com a notícia do resgate da neta. "Quero agradecer a todos que nos deram apoio. Agora é vida nova, temos que conseguir comprar a passagem para ir o mais rápido possível porque ela está no meio de estranhos."


De G1

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